Introdução
A teoria da pulsão ocupa um lugar central no desenvolvimento da psicanálise desde os primórdios de Sigmund Freud. Representando uma noção complexa que articula corpo, desejo e linguagem, a pulsão é o motor que move o sujeito em busca de satisfação, ainda que essa satisfação nunca seja plena. Para Freud, as pulsões constituem uma força interna que se diferencia de uma simples necessidade biológica, já que passam pelo crivo do inconsciente e se estruturam no campo do simbólico.
Jacques Lacan, ao longo de sua releitura da obra freudiana, propôs uma ressignificação da teoria da pulsão, incorporando elementos da linguística, da filosofia e da antropologia estrutural. Neste texto, exploraremos como Lacan abordou a teoria da pulsão, ampliando seu escopo e oferecendo novas ferramentas para a compreensão da dinâmica psíquica.
O objetivo aqui é aprofundar o entendimento desse conceito sob a perspectiva lacaniana, estabelecer suas conexões com a prática clínica e convidar o leitor a uma reflexão crítica sobre sua aplicação nos desafios contemporâneos.
O que é a Pulsão na Psicanálise?
Pulsão em Freud: um conceito limítrofe
Na obra de Freud, a pulsão (Trieb) ocupa um lugar crucial ao descrever uma força intermediária entre o biológico e o psíquico. Diferentemente de uma necessidade fisiológica, como fome ou sede, a pulsão não tem um objeto fixo e predeterminado; ela é uma excitação corporal que, ao passar pelo psiquismo, busca descarga de tensão. Essa noção revela um caráter híbrido: por um lado, a pulsão possui uma base orgânica, enraizada no corpo, e, por outro, é moldada pela experiência subjetiva e pelo inconsciente. Assim, a pulsão estabelece uma ponte entre o corpo e a mente, sem se reduzir completamente a nenhum deles.
Freud identifica quatro componentes fundamentais da pulsão:
A fonte: que corresponde à origem somática do estímulo;
O impulso: que é a força propulsora da pulsão;
O objeto: que é o meio pelo qual a pulsão busca satisfação (embora seja contingente e substituível);
E a meta: que é a finalidade última, ou seja, a descarga da tensão.
Porém, a pulsão nunca encontra satisfação plena em nenhum objeto específico, pois seu funcionamento está ligado à repetição e à impossibilidade de ser completamente saciada. Essa característica torna a pulsão um motor constante de busca, diferenciando-a de uma necessidade fisiológica que pode ser atendida de maneira direta.
Os destinos da pulsão
Freud também descreve os caminhos que a pulsão pode seguir em sua trajetória no psiquismo, os chamados destinos da pulsão. O primeiro é:
A repressão: em que a pulsão, impedida de alcançar sua satisfação, é recalcada no inconsciente, retornando posteriormente sob forma de sintomas, como sonhos, lapsos ou manifestações neurotizantes.
Já no retorno no recalcado: a pulsão surge mascarada, como em lapsos de linguagem, atos falhos e outras expressões indiretas do desejo inconsciente. Esses fenômenos exemplificam como a pulsão insiste em sua manifestação, mesmo diante de barreiras.
Outro destino é a sublimação: que ocorre quando a energia pulsional é redirecionada para atividades culturalmente valorizadas, como a arte, a ciência ou outras expressões criativas. Esse processo transforma o impulso original em algo socialmente aceito, sem eliminá-lo completamente.
Por fim, temos a satisfação substitutiva: na qual a pulsão encontra um objeto ou meio alternativo para se expressar, ainda que de maneira parcial. Esses destinos ilustram a plasticidade da pulsão e sua capacidade de adaptação, evidenciando que o inconsciente está em constante movimento para driblar as proibições impostas pelo sujeito e pelo ambiente.
Transição para Lacan: a ressignificação da pulsão
Jacques Lacan revisita o conceito freudiano de pulsão, mas o reconstrói com base em sua própria leitura estruturalista e linguística da psicanálise. Em vez de considerar a pulsão como uma força ligada essencialmente à biologia, Lacan a desloca para o campo simbólico e imaginário, enfatizando sua relação com a linguagem e com o desejo. Para Lacan, a pulsão não está orientada apenas para um objeto externo, mas é definida pelo circuito que ela traça em torno do objeto de desejo. Esse movimento, mais do que a busca pelo objeto, é o que caracteriza a dinâmica pulsional.
Ao ressignificar a pulsão, Lacan introduz o conceito de objeto “a”, que representa aquilo que causa o desejo, mas que jamais pode ser completamente alcançado. Em sua perspectiva, a pulsão não visa à satisfação plena, mas à repetição do próprio movimento que a sustenta. Essa abordagem amplia a compreensão da pulsão, deslocando-a do campo biológico para o campo da estrutura simbólica, e demonstra como ela opera na organização do psiquismo humano. Nos próximos tópicos, aprofundaremos essa visão lacaniana, explorando sua relação com o inconsciente e sua importância clínica.
A Teoria da Pulsão em Lacan
A pulsão como circuito
Para Jacques Lacan, a pulsão não é uma força orientada linearmente para um objeto final, mas um movimento circular que contorna o objeto de desejo. Esse circuito pulsional se estrutura em etapas que caracterizam o percurso da pulsão: o deslocamento, o corte, o retorno ao ponto de origem e a satisfação. Esse trajeto demonstra que a pulsão não busca necessariamente um fim em si mesma, mas encontra satisfação no próprio ato de circular. O objeto, nesse contexto, é secundário; ele funciona mais como uma referência que organiza o circuito do que como algo que deve ser efetivamente alcançado.
Lacan define essa dinâmica como um movimento que retorna ao mesmo ponto, mas não de forma idêntica, refletindo a repetição característica do inconsciente. A satisfação pulsional não está ligada à consumação de um objeto, mas à manutenção do próprio circuito. Por exemplo, na pulsão oral, a satisfação não reside apenas no ato de alimentar-se, mas na experiência de repetição simbólica da relação com o objeto (o seio, no caso do bebê). Esse entendimento desloca o foco da pulsão da busca por satisfação concreta para o prazer inerente ao processo de repetição e contorno do objeto.
O “objeto a” e a pulsão
Um conceito central na teoria lacaniana da pulsão é o “objeto a”, que Lacan define como o objeto causa do desejo. Diferentemente de um objeto tangível e plenamente acessível, o objeto a representa aquilo que falta, uma ausência que movimenta o desejo. Ele é o que resta do encontro entre o sujeito e o campo simbólico, uma espécie de resíduo que marca a relação do sujeito com a falta. Na dinâmica pulsional, o objeto “a” é o elemento que organiza o circuito da pulsão, sendo ao mesmo tempo o motor e a impossibilidade de sua plena realização.
No caso da pulsão escópica, por exemplo, o prazer de olhar ou de ser olhado é menos sobre o que está sendo visto e mais sobre o papel do objeto a como elemento que estrutura esse circuito. O objeto a, portanto, não é um objeto concreto, mas uma construção simbólica que emerge na relação do sujeito com o desejo e o Outro. É essa dimensão simbólica que diferencia a pulsão do mero instinto, mostrando que sua lógica está enraizada na linguagem e no inconsciente estruturado como uma linguagem, como Lacan enfatiza em sua obra.
A ressignificação dos destinos da pulsão
Lacan também revisita os destinos da pulsão descritos por Freud, reinterpretando-os à luz de sua teoria do simbólico. Na visão lacaniana, a repressão não é apenas um mecanismo de defesa que recalca conteúdos no inconsciente, mas um processo intrínseco à constituição do sujeito na linguagem. A pulsão reprimida, nesse sentido, retorna no discurso do sujeito por meio de sintomas, atos falhos e outras formações do inconsciente, sempre em busca de decifração.
A sublimação, por sua vez, é um destino da pulsão que ganha destaque na obra de Lacan. Para ele, a sublimação não é apenas o redirecionamento de uma energia pulsional para atividades culturalmente valorizadas, mas também uma forma de criar um novo espaço simbólico onde o objeto a possa ser deslocado e resignificado. Na arte, por exemplo, o objeto a é elevado a uma nova dimensão, permitindo que a pulsão encontre satisfação ao mesmo tempo que preserva a falta que a sustenta. Assim, Lacan ressignifica os destinos da pulsão, mostrando como eles se articulam com o desejo e a linguagem.
A Pulsão e o Sujeito do Inconsciente
A relação entre pulsão, desejo e linguagem
Na teoria lacaniana, a pulsão está intimamente conectada ao desejo e à linguagem, que são pilares na constituição do sujeito do inconsciente. Lacan afirma que “o inconsciente está estruturado como uma linguagem”, o que significa que o sujeito emerge através da articulação simbólica e da inscrição na ordem da linguagem. Nesse contexto, a pulsão não pode ser compreendida fora do campo simbólico, pois é justamente por meio da linguagem que ela se organiza e encontra expressão.
A pulsão, diferentemente de um instinto, não possui um trajeto natural e predeterminado; ela é moldada pelas marcas que o Outro inscreve no sujeito. A linguagem, como estrutura simbólica, fragmenta e reorganiza a relação entre o corpo e o desejo. Assim, o que chamamos de pulsão é sempre algo que passa pelo crivo do simbólico, articulando o que é da ordem do corpo (a excitação somática) com o que é da ordem do significante (a lógica do desejo). Nesse processo, a pulsão torna-se um movimento incessante de busca, que nunca atinge um ponto final, mas encontra satisfação no próprio percurso.
O papel da pulsão na constituição do sujeito
A pulsão também desempenha um papel fundamental na constituição do sujeito do inconsciente, especialmente na articulação entre o desejo e a falta. Para Lacan, o sujeito é constituído a partir de um lugar de ausência, marcado pela falta de um objeto primordial que nunca poderá ser recuperado. Essa falta, que ele nomeia como “falta no Outro”, é o que move o desejo e organiza o circuito pulsional. A pulsão, ao contornar o objeto a, reforça a posição do sujeito como dividido, ou seja, sempre em busca de algo que nunca poderá ser completamente alcançado.
Na prática clínica, essa dinâmica pode ser observada na maneira como os sintomas se articulam como tentativas de dar conta da pulsão. Por exemplo, um sujeito que apresenta compulsões pode estar lidando com a insistência de uma pulsão que não encontra outro meio de expressão. O trabalho do psicanalista, nesse caso, é escutar como essa pulsão se inscreve na cadeia significante do sujeito e ajudá-lo a simbolizar o que está em jogo. Dessa forma, a clínica lacaniana se orienta pela escuta dos trajetos pulsionais, que revelam as marcas da linguagem e do desejo na organização subjetiva.
A Teoria da Pulsão e o Simbólico: A Contribuição do Estruturalismo ao Pensamento de Lacan
Jacques Lacan, ao dialogar com a antropologia estrutural, reconheceu no inconsciente uma função eminentemente simbólica, alinhada ao que a psicanálise já postulava desde Freud. A antropologia estrutural, desenvolvida principalmente por Claude Lévi-Strauss, enxerga o simbólico como um princípio estruturante das relações humanas, evidenciando que a cultura se organiza a partir de sistemas de significação. Para Lacan, essa abordagem encontrou eco no funcionamento do inconsciente, que opera de maneira semelhante a uma linguagem, regido por regras e estruturas que transcendem o indivíduo. Assim, tanto para o estruturalismo quanto para a psicanálise lacaniana, o simbólico ocupa um lugar central na constituição do sujeito e na organização da experiência humana.
O estruturalismo, como corrente de pensamento, busca identificar as estruturas subjacentes que dão sentido aos fenômenos, rejeitando a ideia de fatos isolados ou desconexos. Nesse paradigma, todo elemento é parte de um sistema maior e só pode ser compreendido em relação ao conjunto de significados que o envolve. Lacan, ao incorporar o estruturalismo em sua teoria, utilizou a ideia de estrutura como um operador epistêmico privilegiado, permitindo não apenas compreender o sujeito, mas também situá-lo no campo simbólico. A partir dessa perspectiva, ele elaborou uma teoria do sujeito que é atravessado pela linguagem e marcado pela lógica das trocas simbólicas, destacando que é o simbólico que organiza o desejo e sustenta a realidade psíquica.
A linguística estrutural, especialmente a teoria de Ferdinand de Saussure, teve um papel fundamental na formalização da experiência psicanalítica para Lacan. Saussure postulava que a linguagem é um sistema de signos estruturado por relações diferenciais, no qual o significado emerge não de elementos isolados, mas de suas posições em uma rede de significados. Lacan adaptou essa noção ao inconsciente, concebendo-o como estruturado como uma linguagem, onde os significantes se articulam de acordo com leis próprias. Por isso, ele considerava a linguística uma “ciência piloto”, capaz de orientar a psicanálise na análise dos fenômenos do inconsciente, permitindo um avanço teórico e clínico baseado em uma formalização rigorosa. Essa conexão consolidou o lugar do simbólico como pilar da teoria lacaniana e da prática psicanalítica.
A pulsão na clínica psicanalítica
Na prática clínica, o conceito de pulsão é essencial para compreender sintomas, compulsões e repetições. Por exemplo:
– Um paciente com compulsão alimentar pode estar expressando a pulsão oral de maneira desregulada. O analista, ao escutar o discurso desse paciente, busca interpretar como a linguagem organiza essa pulsão e como ela se conecta com o objeto a.
– Outro exemplo é a pulsão escópica, que se manifesta no prazer de olhar ou ser olhado. Um sujeito que se sente observado constantemente pode estar lidando com questões relacionadas ao desejo do Outro.
Relação com Outras Teorias Psicanalíticas
Diferenças entre Lacan e Freud sobre a pulsão
Embora Lacan retome o conceito freudiano de pulsão, sua leitura é profundamente marcada pela introdução do simbólico e do objeto a, o que redefine aspectos centrais da teoria freudiana. Freud via a pulsão como uma força que emerge do corpo e busca satisfação por meio de um objeto substitutivo, enquanto Lacan desloca o foco para o percurso da pulsão e sua relação com a falta. Enquanto Freud enfatiza os destinos da pulsão e seu papel na economia psíquica, Lacan ressalta a repetição como elemento essencial, sugerindo que a pulsão encontra satisfação no movimento e não necessariamente na obtenção de um objeto.
Além disso, Lacan se distancia de uma visão biologizante da pulsão, insistindo em sua articulação com o simbólico. A pulsão, para ele, não pode ser reduzida a processos orgânicos; ela é um efeito da linguagem e da inscrição do sujeito no campo do Outro. Essa mudança de perspectiva não descarta Freud, mas amplia sua teoria, situando a pulsão em um nível estrutural que transcende o corpo biológico e se inscreve na lógica do desejo.
Diálogo com outras escolas psicanalíticas
O conceito de pulsão também é abordado de maneiras distintas por outras escolas psicanalíticas, como as teorias de Melanie Klein e Donald Winnicott. Klein, por exemplo, enfatiza as pulsões destrutivas e sua relação com as fantasias inconscientes, enquanto Lacan se concentra na pulsão como uma força estruturante que circula em torno do desejo e da linguagem. Já Winnicott, com seu conceito de “mãe suficientemente boa” e a ênfase no ambiente, desloca o foco das pulsões para a relação com o outro no desenvolvimento do self.
Essas diferenças teóricas não implicam necessariamente contradições, mas mostram a riqueza do conceito de pulsão na psicanálise. Lacan, ao insistir na dimensão simbólica, dialoga de forma indireta com essas abordagens, oferecendo uma leitura que privilegia a estrutura e o funcionamento da linguagem, enquanto outros autores exploram as pulsões em contextos mais fenomenológicos ou relacionais. Essas divergências enriquecem o campo psicanalítico e permitem reflexões amplas sobre a clínica e a teoria.
Aplicações Práticas e Relevância Contemporânea
A pulsão na compreensão de sintomas contemporâneos
O conceito de pulsão, especialmente na perspectiva lacaniana, oferece ferramentas valiosas para compreender fenômenos e sintomas que marcam o sujeito contemporâneo. Em um contexto caracterizado pelo excesso — consumo, informação e produção —, observamos o aumento de compulsões, adicções e patologias ligadas ao corpo, como transtornos alimentares e automutilações. Esses sintomas muitas vezes podem ser lidos como expressões de pulsões que encontram vias específicas, ainda que parcialmente satisfatórias, para se manifestar no campo do sujeito.
Na clínica, o trabalho com esses sintomas exige uma escuta atenta ao modo como o circuito pulsional se articula com a cadeia significante do sujeito. Por exemplo, em casos de compulsão alimentar, é possível identificar uma dinâmica pulsional ligada à repetição e à tentativa de preencher a falta simbólica que organiza o desejo. Entretanto, como Lacan destaca, essa falta é constitutiva e nunca será totalmente eliminada. O desafio do psicanalista é ajudar o sujeito a reconhecer os caminhos de sua pulsão, reinscrevendo-a no campo do desejo, para que possa abrir espaço para outras formas de elaboração.
O papel do psicanalista diante da pulsão
O conceito de pulsão também é fundamental para orientar a postura do psicanalista na escuta do inconsciente. Na prática clínica, Lacan enfatiza que o analista deve evitar uma postura diretiva ou normatizante, oferecendo ao sujeito um espaço onde a pulsão possa se articular de maneira singular. A escuta do circuito pulsional exige atenção não apenas ao que o sujeito diz, mas ao modo como ele diz, aos atos falhos, repetições e lapsos, que são manifestações do retorno da pulsão no recalcado.
Além disso, o analista deve reconhecer que a pulsão é um motor estruturante do sujeito, não algo a ser eliminado ou corrigido. Em vez de buscar “curar” o sujeito de sua pulsão, o trabalho analítico visa permitir que ele compreenda como essa força se inscreve em sua experiência, identificando os significantes que orientam seu circuito pulsional. Dessa forma, a teoria da pulsão de Lacan não é apenas uma abstração teórica, mas uma ferramenta indispensável para a prática clínica, especialmente no contexto das demandas contemporâneas.
Conclusão
Ao explorar a teoria da pulsão segundo Lacan, percebemos sua relevância tanto no campo teórico quanto na prática clínica. Sua abordagem, ao articular a pulsão com a linguagem e o desejo, oferece um olhar inovador sobre os destinos da pulsão e suas implicações no psiquismo humano. Para profissionais e estudantes de psicanálise, compreender a pulsão sob a ótica lacaniana é fundamental para interpretar os sintomas e as dinâmicas inconscientes de maneira mais profunda e estruturada. Que essa reflexão inspire não apenas a escuta clínica, mas também o aprofundamento teórico necessário para avançar no entendimento do sujeito.
A teoria da pulsão segundo Lacan é uma contribuição essencial para a psicanálise contemporânea, oferecendo uma abordagem sofisticada e inovadora para questões fundamentais do sujeito. Sua ênfase no circuito pulsional, no objeto a e na estrutura do desejo ressignifica o entendimento da dinâmica psíquica e enriquece a prática clínica.
Para aprofundar-se, recomenda-se a leitura de obras como Os Escritos e O Seminário de Lacan, além de debates que conectem esses conceitos às demandas da clínica e da cultura atual. Que este texto sirva como um ponto de partida para novos questionamentos e descobertas.
Seminários de Jacques Lacan que abordam a teoria da pulsão:
Seminário 10: A Angústia (1962-1963)
– Explora o conceito de objeto a e sua relação com a pulsão, destacando o circuito pulsional e sua dinâmica.
Seminário 11: Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise (1964)
– Discute amplamente a pulsão, o inconsciente estruturado como uma linguagem, e o circuito pulsional.
Seminário 17: O Avesso da Psicanálise (1969-1970)
– Trata da pulsão no contexto dos discursos, especialmente o discurso do mestre e sua relação com o desejo e o gozo.
Seminário 20: Mais, Ainda (1972-1973)
– Enfatiza a lógica do gozo e a relação com a pulsão, abordando o “mais-de-gozar” como uma forma de satisfação pulsional.
Seminário 7: A Ética da Psicanálise (1959-1960)
– Relaciona a pulsão com a ética do desejo e o papel do gozo na experiência psicanalítica.
Seminário 13: O Objeto da Psicanálise (1965-1966)
– Explora com maior profundidade o conceito de objeto a e suas implicações na dinâmica pulsional.
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