Tag: Qual a função do objeto em relação aos três registros de Lacan real; simbólico e imaginário?

A Relação de Objeto Segundo Lacan: Uma Visão Psicanalítica da Formação do Sujeito

A Relação de Objeto Segundo Lacan: Uma Visão Psicanalítica da Formação do Sujeito

Introdução

Desde o início da psicanálise, um dos principais focos de investigação foi compreender como o sujeito se relaciona com os outros e com os objetos que o circundam, tanto no mundo externo quanto no interno. Essa relação é central para desvendar as complexas dinâmicas inconscientes que moldam a subjetividade, influenciam os desejos e organizam o funcionamento psíquico. O estudo dessas interações revela como o sujeito é, ao mesmo tempo, constituído e condicionado pelos vínculos que estabelece com os objetos, que representam tanto fontes de satisfação quanto de conflito. Entre os conceitos fundamentais da psicanálise, a noção de relação de objeto é um dos pilares na articulação da falta e do desejo.

Sigmund Freud, ao formular os primeiros fundamentos da psicanálise, identificou os objetos externos como mediadores do desejo e da pulsão, mas sempre subordinados à pulsão em si. Em textos como Luto e Melancolia (1917), ele aponta que a escolha objetal reflete os processos inconscientes que vinculam o sujeito a determinadas figuras, imagens ou fantasias, carregadas de investimentos libidinais. A relação com esses objetos, porém, não é estável ou definitiva; ela está em constante transformação, conforme os movimentos do desejo e da pulsão. Assim, Freud concebe a relação de objeto como um fenômeno dinâmico, que articula tanto a busca por satisfação quanto os inevitáveis conflitos psíquicos.

Com Melanie Klein, a teoria da relação de objeto é expandida de forma significativa, introduzindo novas perspectivas sobre a constituição do mundo interno do sujeito. Klein enfatiza que, desde os primeiros meses de vida, o bebê se relaciona com objetos parciais — como o seio materno —, os quais são internalizados e transformados em representações psíquicas. Essas representações formam o núcleo do que Klein chama de “mundo interno”, um espaço povoado por objetos bons e maus, resultado das fantasias inconscientes do sujeito. Diferentemente de Freud, que via a pulsão como ponto de partida, Klein posiciona os objetos como estruturantes da vida psíquica, definindo os contornos da experiência emocional e do desenvolvimento da personalidade.

Jacques Lacan, ao revisitar Freud à luz da linguística e da filosofia estruturalista, propõe uma abordagem radicalmente diferente. Para Lacan, a relação de objeto não pode ser compreendida apenas a partir das características dos objetos em si, sejam internos ou externos, mas deve ser situada no campo do simbólico e na lógica do desejo. Ao introduzir o conceito de objeto a, Lacan redefine o objeto não como algo a ser possuído ou integrado, mas como aquilo que causa o desejo — um “resto” que emerge da entrada do sujeito na linguagem. Este deslocamento teórico torna o conceito de relação de objeto um ponto crucial para compreender não apenas a dinâmica psíquica, mas também a estrutura da subjetividade.

O objeto a lacaniano, diferentemente dos objetos descritos por Freud e Klein, não é algo tangível ou concreto; ele é um vazio, uma falta estruturante que está sempre presente na relação do sujeito com o Outro. Lacan desafia a ideia de que o objeto possa ser plenamente internalizado ou integrado. Em vez disso, ele o posiciona como o motor do desejo, aquilo que o sujeito busca incessantemente, mas que nunca pode ser alcançado. Essa perspectiva desloca a psicanálise para um campo onde o desejo, a linguagem e o inconsciente se entrelaçam de maneira complexa e, muitas vezes, enigmática.

O objetivo deste texto é oferecer uma análise aprofundada da evolução do conceito de relação de objeto, desde suas raízes em Freud até sua ressignificação na obra de Lacan. Exploraremos as diferenças fundamentais entre essas abordagens e como o conceito de objeto a abre novos caminhos para pensar a formação do sujeito, o desejo e a prática clínica. Este conteúdo é direcionado a estudantes e profissionais de psicanálise que desejam compreender, com maior rigor, as nuances dessa teoria essencial para a psicanálise contemporânea.

1. O Que é a Relação de Objeto na Psicanálise?

Definição Geral

Na psicanálise, o conceito de relação de objeto refere-se ao modo como o sujeito estabelece vínculos com os objetos que representam seus desejos, necessidades e afetos, tanto no plano consciente quanto no inconsciente. Esses objetos podem ser pessoas concretas, como figuras parentais, mas também representações simbólicas ou aspectos do mundo interno do sujeito. Assim, a relação de objeto vai além de um simples vínculo externo, envolvendo uma complexa interação entre as pulsões, as fantasias e as experiências que moldam a vida psíquica.

Os objetos são os mediadores do desejo, funcionando como elementos que canalizam as pulsões. Porém, na teoria freudiana, eles não são o foco principal, mas sim os meios através dos quais a pulsão busca sua satisfação. Freud concebe os objetos como variáveis, podendo ser substituídos ao longo da vida conforme as mudanças nas demandas pulsionais. Essa característica mutável dos objetos ressalta a dinamicidade da relação de objeto, que nunca é estática, mas sempre sujeita às transformações impostas pela economia psíquica do sujeito.

Freud e a Relação de Objeto

Freud desenvolveu o conceito de relação de objeto a partir de sua investigação sobre como o desejo humano é organizado em torno de figuras específicas. Em Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905), ele descreve a escolha de objeto como um fenômeno profundamente enraizado nas experiências da infância, especialmente na relação com os pais. Essas relações primárias servem como modelo para os vínculos posteriores, demonstrando que a relação de objeto é, essencialmente, um processo de repetição e substituição.

No entanto, a relação de objeto é marcada por uma característica fundamental: a ambivalência. Freud observa que o sujeito pode experimentar simultaneamente sentimentos opostos em relação ao mesmo objeto — amor e ódio, desejo e frustração. Essa ambivalência é particularmente evidente no complexo de Édipo, onde os pais, enquanto objetos de desejo e autoridade, tornam-se fontes de conflito psíquico. Essa dualidade revela como os objetos não são apenas fontes de prazer, mas também de sofrimento, destacando a complexidade inerente às relações humanas.

Melanie Klein e o Desenvolvimento do Conceito

Melanie Klein revoluciona o entendimento da relação de objeto ao colocar os objetos no centro da constituição psíquica. Para Klein, a relação de objeto começa desde os primeiros meses de vida, com o bebê se relacionando inicialmente com objetos parciais, como o seio materno, que pode ser percebido como bom (quando satisfaz) ou mau (quando frustra). Essas interações são internalizadas e formam a base do mundo interno do sujeito, estruturando suas fantasias e relações futuras.

A teoria de Klein introduz também a ideia de que essas primeiras experiências são determinantes para a saúde psíquica. A posição esquizoparanoide, marcada pela divisão entre objetos bons e maus, e a posição depressiva, que envolve a integração desses objetos, são fundamentais no desenvolvimento emocional. A capacidade de reparar os objetos internos e reconciliar as representações conflitantes é um marco do amadurecimento psíquico. Assim, para Klein, a relação de objeto não é apenas um reflexo das interações externas, mas um processo interno que define a estrutura emocional e a forma como o sujeito experimenta o mundo.

2. Lacan e a Crítica às Teorias Clássicas de Objeto

O Distanciamento de Lacan

Jacques Lacan, ao revisitar as bases da psicanálise clássica, propõe uma ruptura com as abordagens tradicionais que enfatizavam a relação direta entre o sujeito e o objeto, como no caso das teorias de Freud e Melanie Klein. Para Lacan, essas abordagens, embora fundamentais em sua época, apresentavam limitações ao focar nas características do objeto em si, seja ele real ou fantasiado. Segundo Lacan, o mais importante na relação de objeto não é a natureza do objeto, mas a estrutura simbólica que organiza o desejo do sujeito em relação a ele. Dessa forma, a relação de objeto é menos sobre a interação entre duas entidades e mais sobre como o sujeito é constituído pelo campo simbólico em que essa relação se insere.

Lacan critica especialmente a ênfase kleiniana nas relações dualistas, ou seja, na interação entre sujeito e objeto como entidades concretas ou internalizadas. Para ele, essa visão tende a limitar a psicanálise ao campo do imaginário, onde predomina a identificação e a idealização. Ele propõe um deslocamento desse enfoque para o campo do simbólico, onde o desejo é estruturado pela linguagem e pela ausência de um objeto pleno. Nesse sentido, o objeto deixa de ser algo que pode ser plenamente apreendido ou integrado; ele passa a ser visto como um elemento estrutural que se organiza em torno da falta e da impossibilidade de completude.

O Simbólico, o Imaginário e o Real

A crítica de Lacan às teorias clássicas de objeto é sustentada por sua concepção dos três registros que estruturam a subjetividade: o simbólico, o imaginário e o real. Esses registros são fundamentais para compreender como o sujeito se relaciona com o objeto. No registro imaginário, o sujeito se identifica com imagens e construções fantasiosas que dão a ilusão de completude. É nesse campo que se situam as relações de objeto descritas por Klein, marcadas por identificações e projeções. No entanto, para Lacan, essa visão é insuficiente, pois ignora a dimensão simbólica, que é o espaço da linguagem e dos significantes, onde o desejo verdadeiramente se articula.

O registro do real, por sua vez, é onde reside aquilo que escapa à simbolização, o impossível de ser apreendido pela linguagem. Lacan enfatiza que é no cruzamento desses registros que o desejo se constitui. A relação de objeto não se limita ao imaginário, mas está profundamente enraizada no simbólico e é constantemente tensionada pelo real. Assim, o objeto na psicanálise lacaniana não é um elemento concreto, mas uma função que ocupa um lugar no sistema de significantes que organiza a falta e o desejo do sujeito.

O Objeto como “Falta”

Ao introduzir o conceito de objeto a, Lacan redefine a relação de objeto, deslocando-a de uma relação com um objeto externo ou interno para uma relação com a falta que estrutura o desejo. O objeto a não é um objeto tangível ou uma representação no sentido tradicional, mas sim o que resta quando o sujeito entra na ordem simbólica e é confrontado com a impossibilidade de satisfazer plenamente suas pulsões. É precisamente essa impossibilidade que mantém o desejo em movimento, fazendo do objeto a um motor constante da busca humana.

A falta, para Lacan, não é algo que possa ser preenchido. Pelo contrário, ela é constitutiva do sujeito. O objeto a, como um resto que escapa à simbolização, é o que dá forma à dinâmica do desejo. Ele se apresenta em diferentes formas na clínica, como sintomas, fantasias ou repetições, sempre apontando para algo que está além do que o sujeito consegue alcançar. Com isso, Lacan oferece uma visão revolucionária sobre a relação de objeto: não é o objeto que define o sujeito, mas a relação com o vazio e com a impossibilidade que o objeto representa.

3. O “Objeto a” na Teoria de Lacan

O Conceito de “Objeto a”

O objeto a é uma das contribuições mais inovadoras e complexas de Lacan à teoria psicanalítica. Ele surge como um conceito que escapa às definições tradicionais de objeto, seja como algo concreto ou como uma representação mental. Em vez disso, o objeto a é o resíduo que permanece após a entrada do sujeito no campo do simbólico, onde a linguagem organiza o desejo, mas também introduz a falta. Essa falta, estrutural à experiência humana, é o que sustenta o desejo, e o objeto a emerge como aquilo que encarna essa ausência, funcionando como seu ponto de fixação. Ele não é um objeto que possa ser plenamente possuído ou alcançado, mas é fundamental por conferir consistência ao movimento contínuo do desejo.

O caráter paradoxal do objeto a está justamente em seu papel ambíguo: ele é tanto o que atrai o desejo quanto o que impede sua realização plena. Por ser inalcançável, o objeto a perpetua a busca desejante, tornando-a interminável. Na obra de Lacan, ele é descrito como “causa do desejo”, isto é, o elemento que incita o sujeito a desejar, mesmo que não possa ser plenamente capturado ou simbolizado. Sua localização está no interstício entre o simbólico e o real, sendo ao mesmo tempo uma ausência e uma presença insubstituível que estrutura a subjetividade do sujeito.

A Relação entre o Objeto e o Sujeito

A relação entre o sujeito e o objeto a é marcada pela impossibilidade, mas também pela potência estruturante dessa ausência. Para Lacan, o sujeito se constitui em torno da falta introduzida pela linguagem, já que o processo de significação é incapaz de abarcar o real em sua totalidade. O objeto a, portanto, representa aquilo que resta como vestígio desse processo de simbolização, uma espécie de “resíduo” que dá consistência ao desejo, mas que nunca pode ser totalmente preenchido. Essa ausência, em vez de ser um déficit a ser superado, é a base sobre a qual o sujeito constrói sua subjetividade e suas relações com o mundo.

No campo clínico, o objeto a se manifesta de maneiras variadas, revelando-se nas repetições de sintomas, nas formações do inconsciente e nas fantasias do sujeito. Ele aparece como aquilo que o sujeito busca incessantemente, mas que, ao mesmo tempo, escapa ao seu alcance. Os lapsos de linguagem, os atos falhos e até mesmo os sintomas neuróticos são algumas das formas pelas quais o objeto a se insinua, apontando para a falta estrutural que organiza a vida psíquica. Para o analista, compreender a relação entre o sujeito e o objeto a é essencial para trabalhar com as dinâmicas do desejo e do gozo, ajudando o sujeito a confrontar sua própria falta e elaborar novas formas de lidar com ela.

4. A Relação de Objeto e o Desejo

Desejo como Estrutura

Para Lacan, o desejo é uma estrutura fundamental que ultrapassa as demandas conscientes ou as necessidades biológicas. Ele não se reduz a um objetivo claro ou fixo; ao contrário, o desejo é algo que se articula em torno de uma falta estrutural, inerente à condição humana. O significante, ao organizar a linguagem, também organiza o desejo, posicionando o sujeito em relação ao Outro e ao que ele simboliza. É no campo do simbólico que o desejo se estrutura, sendo continuamente provocado pela ausência de algo que nunca pode ser completamente preenchido.

O objeto a surge, nesse contexto, como o elemento que dá consistência ao desejo. Ele é aquilo que falta e, paradoxalmente, aquilo que move o sujeito. Diferente de uma necessidade, que pode ser satisfeita, ou de uma demanda, que pode ser atendida, o desejo nunca se realiza plenamente. A função do objeto a é precisamente sustentar essa incompletude, permitindo que o sujeito se mova na busca constante por algo que o ultrapassa e que, de certa forma, o constitui.

A Busca pelo Objeto Perdido

O desejo humano, conforme Lacan, é estruturado pela ausência de um objeto primordial, perdido desde a entrada do sujeito na linguagem. Essa perda não é um evento real, mas um efeito estrutural da simbolização, pois o ato de significar inevitavelmente separa o sujeito do real. Lacan frequentemente utiliza o mito do banquete de Platão, apresentado em O Simpósio, para ilustrar essa dinâmica: no relato, o amor é descrito como a busca por um complemento que falta ao sujeito, um anseio por retorno a uma totalidade impossível.

O objeto a desempenha um papel central nesse movimento, pois ele simboliza o que foi perdido, mesmo que jamais tenha existido em sua totalidade. Essa busca interminável pelo objeto a configura o desejo humano como insaciável e reiterativo. O sujeito não procura exatamente alcançar o objeto, mas sustentar a relação com ele como algo que alimenta a falta. Essa busca incessante pelo irrealizável é o que faz do desejo um aspecto motor da existência humana.

A Importância na Prática Clínica

No campo clínico, o conceito de objeto a oferece ferramentas valiosas para a compreensão dos impasses do desejo do sujeito. Lacan propõe que o analista ocupe a posição de objeto a, funcionando como um vazio que reflete a falta no desejo do paciente. Isso significa que o analista não deve oferecer respostas ou completudes, mas, ao contrário, permitir que o sujeito confronte o vazio e, a partir daí, construa sua própria elaboração de desejo.

Essa posição do analista, como um espelho opaco ou uma presença enigmática, convida o sujeito a lidar com sua falta e com as fantasias que sustentam seu desejo. Na prática, isso significa trabalhar com os significantes que emergem nas associações livres, nos sintomas e nas repetições, ajudando o sujeito a ressignificar suas experiências em relação ao que nunca poderá ser totalmente dito ou alcançado. Assim, a clínica psicanalítica, ao operar com o objeto a, transcende a ideia de cura como fechamento e se orienta pela transformação subjetiva.

Impacto na Psicanálise Contemporânea

O conceito de relação de objeto, reformulado por Lacan, tem um impacto profundo na psicanálise contemporânea, especialmente em como entendemos as questões relacionadas à identidade e à subjetivação. Em um mundo cada vez mais marcado pela fragmentação e pelo excesso de demandas sociais e culturais, a psicanálise lacaniana oferece um modelo teórico que não busca completude ou integração, mas que reconhece e trabalha com a incompletude inerente ao sujeito.

Além disso, o entendimento do desejo como estruturado pela falta permite que a psicanálise se distancie de abordagens que buscam respostas imediatas ou soluções práticas para os sintomas. Ao invés disso, o trabalho com o objeto a enfatiza a singularidade de cada sujeito, ajudando-o a encontrar uma posição ética em relação ao próprio desejo. Esse impacto se reflete na prática clínica, na formação de analistas e nas discussões teóricas sobre o papel da psicanálise em contextos contemporâneos.

Conclusão

A relação de objeto, um dos conceitos centrais da psicanálise, adquire significados distintos e complementares ao longo de sua evolução, desde Freud e Melanie Klein até a reformulação radical de Lacan. Freud inaugurou a ideia de que os objetos externos desempenham um papel mediador no desejo, sendo veículos para a expressão das pulsões. Klein, por sua vez, expandiu essa visão, explorando como os objetos internalizados constituem o mundo interno do sujeito e moldam sua vida emocional desde os primeiros anos de vida. Essas contribuições fornecem uma base sólida para a compreensão da subjetividade e da dinâmica psíquica.

Com Lacan, a relação de objeto assume uma nova dimensão. Sua concepção do objeto a desloca o foco para a falta que estrutura o desejo humano, destacando como o simbólico e a linguagem participam da constituição do sujeito. A impossibilidade de alcançar o objeto a é, paradoxalmente, o que move o desejo, transformando-o em uma busca incessante e estruturante. Essa perspectiva não apenas redefine o conceito de relação de objeto, mas também introduz novas possibilidades para a prática clínica, onde o analista ocupa a posição de objeto a para promover a elaboração subjetiva do desejo.

Ao integrar as abordagens de Freud, Klein e Lacan, fica evidente que a relação de objeto é muito mais do que um simples vínculo entre o sujeito e o objeto; ela é uma estrutura que define o próprio processo de subjetivação. Essa visão integrada oferece ferramentas teóricas e práticas essenciais para psicanalistas contemporâneos que lidam com questões relacionadas ao desejo, à identidade e às formas de sofrimento psíquico. Assim, o conceito permanece como um campo fértil para reflexão, prática clínica e desenvolvimento teórico na psicanálise.

Referências de Seminários e Escritos:

Jacques Lacan:

O Seminário, Livro 1: Os Escritos Técnicos de Freud

  • Lacan analisa os textos técnicos de Freud, abordando o conceito de inconsciente e a técnica psicanalítica.

O Seminário, Livro 2: O Eu na Teoria de Freud e na Técnica da Psicanálise

  • Explora a noção de eu na psicanálise, enfatizando o papel do simbólico e da linguagem.

O Seminário, Livro 3: As Psicoses

  • Lacan discute a estrutura das psicoses, incluindo a relação do sujeito com o Outro e o simbólico.

O Seminário, Livro 4: A Relação de Objeto

  • Foco na relação de objeto e na introdução do conceito de objeto a como central ao desejo.

O Seminário, Livro 7: A Ética da Psicanálise

  • Analisa o desejo e a ética na psicanálise, discutindo o bem e o mal na subjetividade.

O Seminário, Livro 11: Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise

  • Lacan desenvolve os conceitos de inconsciente, repetição, pulsão e transferência.

O Seminário, Livro 20: Mais, Ainda

  • Aborda o gozo e o papel do objeto a na economia do desejo e no campo do Outro.

Sigmund Freud:

Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905)

  • Fundamenta a teoria psicanalítica da sexualidade e os estágios de desenvolvimento libidinal.

Luto e Melancolia (1917)

  • Diferencia os processos de luto e melancolia, analisando a relação com a perda do objeto.

Além do Princípio do Prazer (1920)

  • Introduz o conceito de pulsão de morte e as repetições compulsivas no funcionamento psíquico.

O Eu e o Id (1923)

  • Propõe a divisão estrutural do aparelho psíquico: id, ego e superego.

Inibição, Sintoma e Angústia (1926)

  • Explica o papel da angústia e a formação dos sintomas frente às pulsões e repressões.

Melanie Klein:

Amor, Culpa e Reparação (1937)

  • Analisa as posições esquizoparanoide e depressiva e os mecanismos de reparação no psiquismo.

Contribuições ao Estudo da Psicose Maniaco-Depressiva (1935)

  • Investiga os estados afetivos extremos e sua relação com a dinâmica objetal interna.

Sobre a Criminalidade (1934)

  • Examina a ligação entre criminalidade e conflitos psíquicos oriundos das fantasias inconscientes.

Notas sobre Alguns Mecanismos Esquizoides (1946)

  • Introduz a ideia de mecanismos de cisão na organização primitiva do ego.

Inveja e Gratidão (1957)

  • Estuda o impacto da inveja no desenvolvimento emocional e suas implicações clínicas.

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